domingo, 3 de maio de 2015

Andar à boleia como profissão

Em conversa com a Stefania, ela falou-me sobre uma forma suigeniris, de fazer algum dinheiro na na Ucrânia.

Um amigo dela ía para a Polónia, no seu carro com mais uma pessoa. O carro não estava muito cheio e havia dois lugares vagos no banco detrás.
Ao chegar à fronteira ele viu duas raparigas paradas ao pé da estrada.
Isto é perfeitamente normal, uma vez que é muito comum viajar à boleia na Ucrânia. Além do mais, a forma mais prática de atravessar a fronteira entra Ucrânia e a Polónia é a pé, uma vez que assim não é preciso estar a esperar na, por vezes interminável, fila de carros.

Ele parou, fez-lhes sinal, e elas entraram para o banco detrás do carro. Posto isto, uma delas perguntou:
“ - Quanto?”
“ -Quanto! Áh, não se preocupem, não precisam de pagar nada. Eu dou-vos uma boleia. Para onde na Polónia é que vocês querem ir?”
“ - Não, você não percebeu. Quanto é que você nos paga para atravessarmos a fronteira consigo?”
“ - O quê? Mas vocês então a brincar comigo? Eu ofereço-vos uma boleia e ainda querem que eu vos pague?!”

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Fazer contrabando é um dos negócios mais antigos do mundo – comprar onde é barato, e vender onde é caro, de preferência escapando-se a pagar impostos.
Isto é proibido, contudo só é proibido se os produtos transportados forem usados para fazer negócio e não para consigo próprio. De resto não há problema nenhum em comprar uma quantas garrafas ou cigarros e leva-los de um lado para o outro.
Mas claro que há um limite. E um limite por pessoa!
Ou seja se, ao se passar a fronteira, for encontrada uma certa quantidade de, por exemplo, álcool, essa quantidade é dividida pelo número de pessoas que viajam no carro.
Assim, com mais duas pessoas no carro, a hipotética quantidade de álcool e outras coisas que ele podia levar para a Polónia passava para o dobro. E como é evidente, este “serviço” tem de ser pago.



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