sexta-feira, 29 de maio de 2015

Protestos independentistas em Odessa

No ano passado, entre a Primavera e o Verão, houve alguns violentos protestos independentista, pró-russos em Odessa.
Odessa é uma cidade ucraniana onde se fala maioritariamente russo.
Eu não sei exactamente o que é que os manifestantes queriam, mas devia ser algo como uma maior autonomia ou independência em relação ao governo central de Kiev e se calhar poderem passar a fazer parte da Rússia, a possibilidade de poderem usar a língua russa em documentos oficiais (o que é proibido na Ucrânia), entre outras coisas.

A algazarra desfez-se em um ou dois dias.
No final dezenas de manifestantes foram presos e interrogados.
Feitas as investigações, ficou-se a saber que estes manifestantes, que protestavam fervorosamente pelos direitos dos habitantes de Odessa, eram praticamente todos originários de regiões distantes como Donetsk ou Crimeia, ou mesmo do estrangeiro - da Moldávia.
Manifestantes de Odessa, não havia praticamente ninguém.




quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pontes fantasma da Ucrânia

Depois de uns dias em Kiev, viajei de carro até Odessa, no Mar Negro.
Apesar dos quase 500 km de distância, a viagem não foi demasiado longa, uma vez que a estrada até estava em razoáveis condições. Na maior parte do trajeto quase se assemelhava a uma auto-estrada. Um trajeto quase em linha reta através da ampla planície do centro da Ucrânia.

Ao longo da viagem passei por dezenas, sim dezenas (!), de pontes inacabadas sobre a via rápida onde viajávamos.

Porquê tantas pontes começadas a construir e quase nenhuma acabada?
Pelo que me contou o Pacha, que ia a conduzir, é tudo obra das politiquices ucranianas.
Estas pontes fantasma são relativamente recentes, dos finais da década de 2000 - foram criadas algures entre o tempo em que Yushchenko[2005-2010] e Yanukovych[2010-2014] estavam no poder.

A construção destas travessias sobre as vias rápidas foi uma muito badalada promessa eleitoral.
A construção de dezenas de pontes começou em força; depois entretanto o dinheiro ou acabou ou desapareceu - sempre devido a uma muito boa justificação, como por exemplo a alta do preço do petróleo ou a crise externa - e pronto ... ficou tudo pendurado.


E porquê dezenas de pontes começadas e nenhuma terminada?
Estas pontes foram adjudicadas não a uma ou duas, mas sim a várias empresas de construção civil. Desta forma todas receberam algum dinheiro para arrancar com as obras, mas não o suficiente para as terminar.

Porquê adjudicar obras a muitas empresas em vez de o fazer a uma única?
A grande vantagem que há em contratar muitas empresas em vez de uma só é a de poder deixar “vários amigos” com dinheiro no bolso, em vez de apenas um.

Para mim estas pontes inacabadas são a parte mais visível da corrupção que se vive no dia-a-dia da Ucrânia.









terça-feira, 26 de maio de 2015

Atravessando o rio Dnipro deslizando numa corda

Uma das coisas mais divertidas que fiz em Kiev foi atravessar o rio Dnipro, pendurado numa corda, fazendo uma descida tirolesa.





domingo, 24 de maio de 2015

Titushka

Titushka é uma palavra que entrou recentemente no dicionário ucraniano.
É utilizada para definir pessoas ou gangues pagos para espalhar a confusão entre ambientes/protestos aparentemente pacíficos.

O palavra Titushky foi criada a partir do nome de um homem que entretanto se tornou bastante conhecido pelos piores motivos.

Em Maio de 2013, um jornalista foi espancado por 3 homens nas imediação de um protesto anti-governamental, o qual era supostamente um protesto pacifico.
Após esta agressão e outros incidentes, o protesto passou a ser visto pela comunicação social como um protesto violento de pessoas sem quaisquer princípios.
Passado algum tempo, estes homens foram presos, sendo Vadym Titushko o líder deste pequeno gangue.
Depois de várias investigação, o juiz do tribunal declarou como provado que Vadym Titushko, tinha sido contratado pelo governo - com Yanukovych no poder - para criar distúrbios e tornar o tal protesto pacifico (inconveniente para o governo), num protesto violente de gente sem escrúpulos.

E desta forma, Vadym Titushko, tornou-se numa pessoa extremamente famosa na Ucrânia.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

As cores da Ucrânia

Quando mais viajo pela Ucrânia, mais me apercebo de que de facto não são só bandeiras da Ucrânia que se vêem espalhadas por todo o lado.

Tudo um pouco aparece de quando em vez pintado com as coisas da Ucrânia – azul e amarelo:
Gradeamentos, roupas, telhados, balizas de futebol, bancos de jardim, vasos de flores ...

Banco em Lviv
Ponte em Kolochava



Onde eu noto a maior diferença é mesmo em Kiev, uma vez que como estive aqui há dois anos atrás, posso comparar as diferenças. Na primavera de 2013, quando estive pela primeira vez em Kiev não me lembro de ter visto todo este azul e amarelo espalhado um pouco por toda a cidade.

Portão em Kiev







Tudo parece estar pintado de fresco.

A mensagem é clara. Os ucranianos não querem ser confundidos com os russos e de forma alguma querem deixar que a Ucrânia seja 'vista' como fazendo parte da Rússia.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Comboio noturno para Kiev

Foi o meu último dia em Lviv, e é altura de rumar para outras paragens.

A estação dos comboios de Lviv foi uma boa surpresa. Uma pequena estação, que pelo estilo arquitetónico é mais do que evidente que foi construida pelos austríacos, no tempo do Império Austro-húngaro. 

Estação dos comboios de Lviv
Apesar de serem 11 da noite havia uma grande azafama e bastante trânsito junto à estação.

Tudo estava relativamente bem explicito e organizado, com os nomes e horários dos comboios bem visíveis nos mostradores eletrónicos e com indicações escrita e sonoras em ucraniano e em inglês. Isto é uma amostra do desenvolvimento que o Europeu de futebol de 2012 trouxe para Lviv.


Fiquei numa cabine com mais 3 pessoas. A Ludumila e o Alex, regressavam a Kiev, onde trabalham, depois de um fim-de-semana prolongado de férias em Lviv. Ambos falavam muito bem inglês. 


A cama era razoavelmente confortável, mas tal como me é habitual nesta situações, não consegui dormir rigorosamente nada. 




Cheguei a Kiev às 7 da manhã e vou ficar por aqui nos próximos dias.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Cortejo militar fúnebre em Lviv

Lviv é uma cidade bastante bonita e tranquila, e em geral, quando está bom tempo há sempre muitos turistas a passear pelas zonas históricas da cidade.

Mas entretanto a guerra continua no Leste.
Hoje ia a passar pela rua Teatralna, quando me deparei com um cortejo militar fúnebre vindo da Igreja de Sãos Pedro e Paulo.
Estavam lá várias dezenas de militares e muitos mais populares.



Inicialmente fiquei na dúvida de seria adequado tirar fotografias, mas depois reparei que havia mais de uma dezenas de jornalistas da rádio e da televisão.
Pelo que consegui apurar ao falar com uma jornalista, o corpo que ia a enterrar pertencia a um jovem militar de Lviv que tinha morrido recentemente no confrontos do leste da Ucrânia.


Pelo que consegui ler inscrito no caixão, ele tinha 22 anos.
Depois o cortejo segui em direção a Ocidente [penso que para o cemitério Lychakiv, onde jazem dezenas de corpos de outros soldados ucranianos que morrem recentemente na Guerra do Leste.]

Cemitério de Lychakiv em Lviv, onde estão sepultados várias dezenas de soldados ucranianos que morram recentemente na guerra do Leste da Ucrânia.



terça-feira, 19 de maio de 2015

Uma porta de papel

Entretanto, descobri há uns dias que a porta do meu quarto é feita de papel.
Não é bem papel, é uma espécie de cartão, revestido com um plástico, castanho escuro, à volta. Tem um aspeto bastante bonito, a sua consistência é que deixa muito a desejar.

Quando cheguei pela primeira vez ao meu quanto, a porta do quarto tinha um buraco de um dos lados. Isso não me fazia diferença nenhum, por isso, não prestei atenção nenhuma a isso.
Mas olhando bem de perto é evidente que o material com que a porta é feita é extremamente frágil.
Claramente dá a impressão que alguém bastante irritado, decidiu dar um morro na porta, mas em vez de partir a mão, partiu um bocado da porta.






Quando falaei sobre isto com amigos meus ucranianos, eles ficaram muito pouco surpreendidos .
“- Sim, é um tipo de material bastante barato e bastante comum na Ucrânia”.

Um passeio para peões às ondinhas

Às vezes fazem-se reparações nas estradas e nos passeio de Lviv.
A rua pedonal Lesla Kurbasa, foi completamente renovada com um novo asfalto, e ainda estão a ser colocadas as últimas pedras decorativas.

O passeio é novo, mas em vez de ser completamente plano, de facto foi construido com altos e baixos, como que com “ondinhas”.




Construir um passeio para peões com altos e baixos parece ser uma coisa perfeitamente normal na Ucrânia.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Igreja de Santo António em Lviv

Hoje fui visitar a igreja de Santo António em Lviv.

A igreja de Santo António, tal como todas a igrejas construida pelos Polacos em Lviv, apresenta um estilo muito parecido às que podemos encontrar em outros países europeus.

Santo António em Lviv é o santo a quem se reza quando se procura algo; amor, dinheiro, trabalho, etc ...






sábado, 16 de maio de 2015

Cemitério Polaco em Lviv


Após o fim da Primeira Guerra Mundial, as Potências Aliadas que saíram vitoriosas da guerra, definiram a novas fronteiras da Europa.
Vários países apareceram pela primeira vez no mapa: Checoslováquia, Estónia, Letónia, Ucrânia, Ucrânia Ocidental (independente da Ucrânia) ...

Lviv passou a ser parte da Ucrânia Ocidental. Por essa altura, Lviv era uma cidade habitada maioritariamente por polacos, embora as cidades e terras das redondezas fossem maioritariamente habitadas por camponeses ucraniano.

A leste da Alemanha, vários países ficaram insatisfeito com as suas novas fronteiras, e os países aliados do Ocidente, também eles arrasados pelo esforço de guerra, estava muito pouco preocupados com os que passava entretanto no Oriente Europeu.

Assim, um novo sem-fim de guerras foi despoletada após o fim da Primeira Guerra Mundial. A Hungria atacou a Checoslováquia, a Polónia atacou a Rússia e a Ucrânia Ocidental. A Rússia atacou a Ucrânia.

E no fim … a Ucrânia Ocidental a Ucrânia, desapareceram novamente do mapa.


No Cemitério de Lychakiv estão sepultados muitos dos soldados polacos que morreram durante essas batalhas.





quarta-feira, 13 de maio de 2015

Futsal em Lviv

Eu já andava desconfiado de que as regras do futebol de 11 na Ucrânia eram ligeiramente diferentes das de outros países.
Agora ando também a suspeitar do mesmo em relação ao futsal.

Ontem, depois de 3 anos afastado dos terrenos de jogo, fiz a minha estreia a jogar futebol de salão na Ucrânia.
Eles eram quase todos ucranianos, e mesmo dentro dos poucos estrangeiro que ali estavam eu era dos poucos que não conseguia perceber nada ucraniano.

O pessoal em geral percebia quase tão pouco de futebol quanto eu, por isso, a minha baixa forma, foi boa o suficiente para que não perdêssemos jogo nenhum (0-0, 0-0, 3-0, 1-1, 3-2).

Um coisa que me agrada bastante na Ucrânia é que a maioria para das pessoas, gosta de futebol, por isso é relativamente fácil encontrar com quem jogar.

O ponto da discórdia, refere-se ao 'ombro'. Eu sempre ouvi dizer que, a nível futebolístico, o ombro faz parte do braço. Mas pelos visto o pessoal aqui não concorda. Ontem, por várias vezes os jogadores das outras equipas recorreram ao ombro para controlar a bola e isto sem que ninguém [além de mim] reclamasse fosse com o que fosse.
Bom, não sei se aqui na Ucrânia são mesmo estas as regras do futsal, ou se isso só é válido para o futebol de rua.

Entretanto, no último minuto do último jogo, tropecei em mim próprio e dei um esticão no tornozelo. Ando a por gelo no tornozelo e é-me muito difícil andar.
Esperemos bem que isso passe e não seja nada de grave.

Não tenho vontade nenhuma de me pôr a ir visitar hospitais ucranianos.  

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Nos Cárpatos da Ucrânia

Os Cárpatos da Ucrânia são uma região de grande beleza. Uma floresta verdejante que vale mesmo a pena visitar.

O que acho mais peculiar é que apesar de toda esta beleza, os Cárpatos da Ucrânia quase não têm turistas, nem grandes empreendimentos turismos. As razões são simples: As estradas que os atravessam quase quase intransitáveis, estão longe das regiões mais populosas da Ucrânia e além do mais, apesar desta parte dos Cárpatos estar colada à Eslováquia, Hungria e Roménia os cidadãos destes países raramente se aventuram a conduzir na Ucrânia [devido às más estradas e à corrupção da policia, que frequentemente inventa problemas quando vê carros de matricula estrangeira.].




As estradas da Ucrânia

As estradas principais na Ucrânia, estão num razoável estado de conservação. Não há auto-estrada em lado nenhum, mas em alguns troços, as estradas principais quase que se assemelham a auto-estradas. Pelo que me apercebi, houve um significativo investimento aquando do Euro 2012.
O mesmo não se pode dizer das estradas secundárias.
Para saber quanto tempo se leva de carro de um ponto para o outro, a distância em kms é uma mera indicação. O que realmente faz a diferença é o estado de conservação da estrada, e esse é de uma modo geral uma total surpresa.
Neste fim-de-semana em que estive a viajar pelos Cárpatos da Ucrânia, misturavam-se sentimento de deslumbramento pela beleza da paisagem e de enjoo, pelo balançar do veículo onde viajávamos.
A certa altura tivemos mesmo de parar, para eu poder apanhar um pouco de ar fresco.

Então olhei para e mapa e apercebi-me que apesar de estarmos a conduzir há quase uma hora, não tínhamos feito mais do que 30 km. 
O veiculo tem constantemente de se estar a deslocar da esquerda para a direita da estrada, para poder fugir aos buracos e por vezes é mesmo preciso para por completo.
Esta foi a pior estrada onde eu já alguma vez passei.

Até que me disseram:
“ - Estas estradas aqui até que nem são assim tão más. No noroeste da Ucrânia [ junto à Polónia e à Bielorrússia], são bem piores.”


sábado, 9 de maio de 2015

Flores fúnebres de plástico

Na vila de Svalyava, situada nos Carpatos da Ucrânia, passámos por um monumento referente à Segunda Guerra Mundial (todas as cidades e vilas da Ucrânia têm algum memorial relativo à Guerra). Depois fomos a uma pequena igreja ortodoxa, que tinha um pequeno cemitério na parte de trás.

Tanto o memorial, quanto o cemitério estavam belíssimamente decorados com flores de cores deslumbrantes.
Mas depois de me aproximar das ditas flores, apercebi-me que estas eram todas feitas de plástico.
E pelo que entretanto me tenho vindo a aperceber, isto não é uma pecularidade da vila de Svalyava, mas sim de toda a Ucrânia.
É uma marca da antiga União Soviética, onde era normal adorar-se os mortos com flores de plásticos – o que é muito mais pratico, compram-se uma vez, e ficam bonitas e luzidias durante todo o ano.




Nos últimos anos, a igreja tem vindo a pregar contra esta tradição, mas é difícil mudarem-se usos e costumes que estão enraizados na população.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Com Saudades da ASAE

Quando ela aparece, toda a gente reclama, mas agora ela não existe, bem falta nos faz.
Na Ucrânia, não existe ASAE ( Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ), ou pelo menos eu nunca ouvi aqui falar de tal coisa por aqui.

Os pratos que encontro nos restaurante aqui de Lviv, são em geral bons. A comida a meu ver é bem melhor do que por exemplo em outros países a Ocidente da Ucrânia.
 Agrada-me especialmente poder encontrar com facilidade refeições à base de peixe.
O problema que entretanto me tenho vindo a aperceber é o da qualidade dos ingrediente utilizados.

Na passada 5ª-Feira fui a um restaurante de pronto-a-comer, onde costumo ir com frequência. A comida costuma ser sempre boa. Mas desta vez, decidi aventurar-me e pedir algo novo - uma perna de galinha, que estava com um aspeto muito apetitoso. Mas era só mesmo o aspeto que estava bom. Quando a comecei a comer tive de lutar bastante para a conseguir cortar. O sabor não era grande coisa e do pouco que comi foi suficiente para me sentir um bocado mal depois disso.

Entretanto, hoje fui a uma outra cadeia de restaurantes também muito conhecida, que é muito popular na Ucrânia por a comida ser barata e em geral de boa qualidade. Comi um salmão acompanhado de vegetais, que estava uma delicia. 
Depois comi uns cogumelos com um molho de queijo derretido e mais qualquer coisa. E este mini-prato caiu-me mal. Passei a noite toda mal disposto.
Neste mesmo restaurante por várias vezes comi umas fatias de bolos expostos na vitrines. Por duas vezes o bolo era claramente antigo. Nas outras duas, apesar parecer fresco, não tinha grande sabor.

Estas experiências tiveram uma consequência feliz em mim. Nunca mais voltei a comer sobremesa em restaurantes, e tento sempre comer o que me parece ser claramente fresco, por exemplo peixe e legumes e sobretudo, pratos sem molhos ou maionese, pois estes ajudam a esconder o verdadeira sabor da comida (o que é particularmente mau quando está está retardada).

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Entretanto, há umas semanas atrás conheci uma rapariga aqui de Lviv, que trabalha numa empresa estatal de controlo de qualidade na produção alimentar. Ou seja, a empresa onde ela trabalha vai às fabricas [presumo eu que de surpresa], e  fazem testes sobre a qualidade dos alimentos.

Mas isso era dantes, entretanto o governo deixou de ter dinheiro para pagar esse tipo de analises, de maneira que agora essa análises agora são pagas pelas fábricas, apenas quando esta a requerem e unicamente se as requerem. 


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Dia do Trabalhador assinalado a 4 de Maio na Ucrânia.

Hoje é Segunda-Feira, 4 de Maio e não se trabalha. É feriado nacional devido ao dia do Trabalhador.

O dia do trabalhador é celebrado em todos o Mundo a 1º de Maio. A Ucrânia não é exceção. O passado dia 1 de Maio foi feriado nacional na Ucrânia, o que é perfeitamente normal.
Mas o 1º de Maio na Ucrânia, é um feriado muito importante. Devido à herança comunista, o 1º de Maio é aqui celebrado não com um, mas com dois dias de feriado. Ou seja, o dia 2 de Maio também é feriado devido ao Dia do Trabalhador.

Este ano dia 2 de Maio calhou num dia especial – um Sábado – e na Ucrânia existe uma outra regra, que diz que quando um feriado cai sobre o fim-de-semana, o dia de folga é empurrado para a Segunda-Feira. No que toca ao aproveitamento de feriados para descansar, a Ucrânia é um país extremamente eficiente.
Assim fica toda a gente de folga, dia 4 Maio, Segunda-feira, graças ao Dia do Trabalhador.



domingo, 3 de maio de 2015

Andar à boleia como profissão

Em conversa com a Stefania, ela falou-me sobre uma forma suigeniris, de fazer algum dinheiro na na Ucrânia.

Um amigo dela ía para a Polónia, no seu carro com mais uma pessoa. O carro não estava muito cheio e havia dois lugares vagos no banco detrás.
Ao chegar à fronteira ele viu duas raparigas paradas ao pé da estrada.
Isto é perfeitamente normal, uma vez que é muito comum viajar à boleia na Ucrânia. Além do mais, a forma mais prática de atravessar a fronteira entra Ucrânia e a Polónia é a pé, uma vez que assim não é preciso estar a esperar na, por vezes interminável, fila de carros.

Ele parou, fez-lhes sinal, e elas entraram para o banco detrás do carro. Posto isto, uma delas perguntou:
“ - Quanto?”
“ -Quanto! Áh, não se preocupem, não precisam de pagar nada. Eu dou-vos uma boleia. Para onde na Polónia é que vocês querem ir?”
“ - Não, você não percebeu. Quanto é que você nos paga para atravessarmos a fronteira consigo?”
“ - O quê? Mas vocês então a brincar comigo? Eu ofereço-vos uma boleia e ainda querem que eu vos pague?!”

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Fazer contrabando é um dos negócios mais antigos do mundo – comprar onde é barato, e vender onde é caro, de preferência escapando-se a pagar impostos.
Isto é proibido, contudo só é proibido se os produtos transportados forem usados para fazer negócio e não para consigo próprio. De resto não há problema nenhum em comprar uma quantas garrafas ou cigarros e leva-los de um lado para o outro.
Mas claro que há um limite. E um limite por pessoa!
Ou seja se, ao se passar a fronteira, for encontrada uma certa quantidade de, por exemplo, álcool, essa quantidade é dividida pelo número de pessoas que viajam no carro.
Assim, com mais duas pessoas no carro, a hipotética quantidade de álcool e outras coisas que ele podia levar para a Polónia passava para o dobro. E como é evidente, este “serviço” tem de ser pago.



sábado, 2 de maio de 2015

Wizz Air deixa de voar para Lviv

Na semana passada a WizzAir efetuou os últimos voos antes de encerrar a sua operação em Lviv.
A Wizz Air é uma empresa de aviação de mais ou menos baixo custo.
Para poder operar, não se pode dar ao luxo de efetuar voos com uma lotação baixa e com as constantes noticias sobre a guerra no leste da Ucrânia a vontade das pessoas de irem de férias para a Ucrânia é cada vez menor.

Contudo pelo que percebi, não é esse o principal motivo pelo qual a empresa deixou de operar em Lviv.
A Wizz Air estava fazer muita concorrência às Linhas Aéreas Ucranianas, o que claramente não agradava aos milionários que as detêm. De maneira que por “algum motivo” a Wizz Air, “deixou de reuniões condições para poder operar em Lviv”, de maneira que parou as suas operações no aeroporto da cidade.

Um excelente notícia para os negócios da Linhas Aéreas Ucranianas, e uma péssima noticia para toda a região Oeste da Ucrânia.