sábado, 25 de abril de 2015

A caminho da Crimeia


Não, não sou eu que vou a caminho da Crimeia, se bem que não me importava nada ... dizem que é muito bonito.

Há uns tempos, conheci uma rapariga da Crimeia, vamos chamar-lhe “agente secreto 00421”. Com exceção de alguns meses, em que ela esteve a estudar no estrangeiro, viveu a vida toda na Crimeia. Numa feliz coincidência encontrei-me com ela aqui em Lviv, e de seguida ela regressou a casa na Crimeia.
O problema é que desde a ocupação russa da Crimeia no ano passado, o governo da Ucrânia, cortou todo o tipo de ligações terrestres ou marítimas com a Crimeia, sendo proibido todo o tipo de transito de carga ou de pessoas.
Se bem que, na Ucrânia, o que é “proibido por lei”, não tem exactamente o mesmo significado que em outros sítios. Normalmente há sempre uma maneira mais ou menos complicada de resolver a situação.

Assim, a agente 00421 chegou sã e salva a casa, embora a viagem tenha sido bem diferente do que em outros tempos.
Antes era só apanhar o comboio e em cerca de 22 horas estava em Simferopol (a principal cidade da Crimeia).
Agora, a viagem é bem mais complicada. Primeiro é preciso ir de comboio até uma cidade no sul da Ucrânia. Depois é necessário apanhar uma carrinha (marshutka) até onde começa a região da Crimeia. Depois é preciso caminhar durante 4 kms através de um sitio, onde “por coincidência”, não há policia nem militares. Quanto à bagagens é tudo muito democrático, cada um carrega as suas. E por fim apanha-se uma outra carrinha até Simferopol. Umas 28 horas no total. E quanto a gastos, o custo da viagem é quase o dobro do que era há dois anos atrás.

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